Philomena – Philomena, Stephen Frears [2014]

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Mais um filme baseado em fatos reais do jeito que o Oscar gosta, mas esse me surpreendeu bastante, achava que iria me deparar com o típico dramalhão feito para a premiação, e é bem mais do que isso.

Philomena é uma adorável senhora com um passado amargo, vivendo na Irlanda católica quando jovem, ela engravidou fora do casamento e foi colocada em um convento para pagar pelo seu pecado. Trabalhando como escrava, as freiras só permitem que Philomena veja o pequeno Antony por 01 hora, essa rotina segue até o dia em que as freiras vendem a criança para milionários. Tá aí, mais uma atrocidade cometida pela ‘sagrada’ Igreja Católica na qual eu desconhecia.

Aos 70 anos de idade, sem saber o paradeiro do filho, Philomena pede ajuda de um jornalista para descobrir onde encontrá-lo. O jornalista que recentemente havia sido demitido da BBC e encontra-se perdido trabalhando em um noticiário medíocre, topa investir em uma história pessoal para mudar o rumo de sua carreira.

A trajetória de Martin e Philomena segue com diálogos sensacionais e uma química muito gostosa, indo do cômico ao dramático de forma sutil. Sou o Martin da história, ao mesmo tempo que ele, eu fui alimentando um enorme respeito por Philomena, e também não conseguia se conformar em como Philomena não guardava mágoas quantos às terríveis e grotescas maldades a que foi cometida. Muito pouco perdoaria como ela perdoou as freiras maléficas. A lição de tolerância é parecida com a de “Clube de Compras Dallas”. Junto com Martin levei o “tapa na cara” sincero e autêntico em que o filme proporciona ao manipular o espectador, fui bastante cativada por Judi Dench e cai direitinho na pegadinha. Excelente entretenimento.

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Sobre Carolina Alves

Feminista, cinéfila, bookaholic, Assistente Social, mestranda em Sociologia, desbravadora insaciável dos estudos de gênero, vive dando sua opinião não-requisitada sobre música, tv, cinema, política, literatura, vida alheia e futilidades acaloradas via twitter. @fuckyeahcarol
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