Gravidade – Gravity, Alfonso Cuarón [2014]

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Quem não viu Gravidade nos cinemas em 3D perdeu, eu sinto muito. Se já saí perdendo por não ter a oportunidade de vê-lo em IMAX, imagina pra quem resolveu assistir desrespeitosamente pela tela de um smartphone. É meio a cara do Oscar até demais, por isso acho que poderá dar uma azarada, pois a tendência tem variado e esse ano pode ser diferente, trás todos os elementos que a academia adora: inovações tecnológicas, retorno financeiro, história de superação, elementos dramáticos cheios de tensão e apelo claustrofóbico.

Todas as características não tornaram a ideia incessante, mesmo que em “As Aventuras de Pi” tão aclamado no ano passado, a história tenha sido melhor contada, e nem todo o estilo “vendido” do filme atrapalhou os bons comentários da crítica. Eu achei que seria minoria por realmente ter gostado, pois é um filme muito difícil, principalmente para quem não viu em 3D, a trilha sonora de Steve Price em poucos momentos é algo que atrapalha espectadores sem a sensibilidade para perceber a intenção de colocar a respiração de Bullock em meio a inércia ecoante.

Projeto pessoal do diretor Alfonso Cuáron, o filme, um dos mais esperados do ano, certamente é o maior concorrente das categorias técnicas no Oscar. Eu torço para que leve melhor direção, montagem, design de produção e efeitos visuais, pois para mim aquela câmera atravessando o capacete da Sandra é fascinante, as partes que me lembram “2001 – Uma Odisseia no Espaço” onde a câmera ficava posicionada pra captar o cenário circuncêntrico da nave foi muito legal de se ver.

A Sandra Bullock concorrendo a melhor atriz foi exagero, não vi nada que justificasse, talvez o fato de que ela levou o filme todo nas costas e se saiu bem para o padrão Sandra Bullock (que é atriz de comédias), já o George Clooney fazendo piadinha me causava irritação a todo momento, não é a toa que Cuáron queria o Robert Downey Jr. no papel, é o tipo de humor que eu detesto.

O filme é isso, bem simples, não consegui me identificar com a história da personagem principal mas acho que muitas pessoas irão, há a subjetividade no filme, de fato, mas é um filme técnico e com méritos técnicos, ponto para Alfonso Cuarón.

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Sobre Carolina Alves

Feminista, cinéfila, bookaholic, Assistente Social, mestranda em Sociologia, desbravadora insaciável dos estudos de gênero, vive dando sua opinião não-requisitada sobre música, tv, cinema, política, literatura, vida alheia e futilidades acaloradas via twitter. @fuckyeahcarol
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