As vantagens de ser invisível, Stephen Chbosky, ROCCO (2012)

Isadora me atentou durante 3 meses pra que eu lesse esse livro, dizia que eu ia gostar, e ia mesmo, mas não queria ler pelo pc, odeio e-books. Assim como Charlie gostava de segurar suas fitas tapes e livros nas mãos, também não abro mão de ao ler um livro, abraçá-lo com as mãos, sentir o cheiro e folheá-lo, assim com meus CDs, tenho pena de quem só vive de música digital, tsc. Então, esperei ter a chance de comprá-lo para presentear a ela e a mim mesma com a leitura.

Então, o livro é delicioso do começo ao fim, sem pausas monótomas, cheio de clímax, intenso, empolgante já de início e impactante no final. “As vantagens de ser invisível” é o tipo de livro que você termina de ler e não para de pensar nele, demora para superá-lo e aí você fica remoendo na sua cabeça e pensando “poxa vida, que livro! levarei para minha vida toda”, pois é, estou assim desde sábado, me coçando para não começar a ler de novo e ansiosa para assistir ao filme, que infelizmente não foi lançado na cidade onde moro.

A história é toda contada em forma de cartas, de Charlie para um amigo unknown (uma espécie de interação narrador-leitor), por correspondência, ele narra seu cotidiano familiar, seu passado e o início de sua vida social em 1990, quando entra para o ensino médio e conhece Sam e Patrick, dois veteranos que vão exercer uma forte influência para que Charlie possa descobrir o mundo. Impossível não se apaixonar pelo doce protagonista, sua ingenuidade, sua sinceridade, sua forma de ver a vida, acho que nunca vou esquecer de Charlie, a forma como ele se relacionava com as pessoas, com a música, com os livros, como ele mesmo disse, ele é infinito.

Stephen Chbosky é abençoadíssimo quando faz questão de abordar temas da vida adolescente e conflitos da vida doméstica, violência de gênero, abuso sexual, traição, perda, gravidez precoce, conflitos de identidade sexual, masturbação, sexo, drogas e Rocky Horror Picture Show. Charlie narra tudo pra gente de um jeito muito fofo, me fez quebrar preconceitos que eu nem achava que tinha.

Sem cair no clichê americano high school, tudo bem realista, como observei na parte em que um valentão tenta praticar bullying com Charlie na escola e ao invés de vítima, por ser um menino sensível, ele sabia reagir e acaba batendo no valentão, e na hora de pegar a detenção não foi injustiçado como costumamos ver nos filmes que tratam essa temática, ele foi absolvido, pois testemunhas disseram que foi legítima defesa. Também pelo fato de Charlie ser aceito no grupo de adolescentes mais velhos sem sofrer nenhum tipo de repressão, foi tão incluído como se sentia em casa ao lado dos alunos do terceiro ano.

Acho que me identifiquei com a história por isso, por essa fidelidade, há momentos da vida de Charlie em que ele está imensamente feliz assim como há momentos neutros e momentos tristes, o livro é tipo uma montanha-russa de sentimentos que compartilhamos com todos os personagens por intermédio de Charlie, chorei, sorri, fiquei perplexa, chocada, angustiada, enfim, é cheio de altos e baixos, assim como nossas vidas.

Estou aguardando ouriçadíssima pelo DVDrip do filme, tanto pelas críticas positivas como pelo elenco magia, o simpático Longa Lerman (que me serviu como ótima referência para imaginar Charlie), a nossa Emma Watson (ideal para interpretar Sam, que é um charme em pessoa) e o promissor Ezra Miller (Patrick, aquele amigo palhaço que todo mundo tem) personagem bem diferente do Kevin de “We Need to Talk About Kevin”, ansiosa para ver como ele vai se sair com a transformação, porque o Kevin era o capeta kkk

Leiam e apreciem todos os detalhes.

“Não há nada como a respiração profunda depois de dar uma gargalhada. Nada no mundo se compara à barriga dolorida pelas razões certas. E essa era ótima.”
– Charlie

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Sobre Carolina Alves

Feminista, cinéfila, bookaholic, Assistente Social, mestranda em Sociologia, desbravadora insaciável dos estudos de gênero, vive dando sua opinião não-requisitada sobre música, tv, cinema, política, literatura, vida alheia e futilidades acaloradas via twitter. @fuckyeahcarol
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Uma resposta para As vantagens de ser invisível, Stephen Chbosky, ROCCO (2012)

  1. Isa disse:

    E atentarei sempre que achar que vai valer a pena ❤

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