A Culpa é das Estrelas, John Green, Intrínseca (2012)

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Desde que iniciei a leitura deste livro, ansiava em dividi-lo aqui no blog, mas seria muita incompetência de minha parte falar sobre um livro sem tê-lo lido, não faz sentido nenhum. Então terminei a leitura nessa sexta e em meio a cara amassada de tanto chorar, corri ao PC cheia de inspiração para escrever sobre ele. Primeiro, esqueça que você já passou dos 20, trabalha e paga de adulto evoluído, pois (quase parafraseando a Sandy) mesmo com muita dor nas costas, todos nós ainda estamos cheios de sonhos adolescentes. Segundo, sem preconceitos, abra a cabeça antes de abrir um livro para ler, não importa, qual quer que seja, por quem quer que o tenha lhe indicado, fora da sua faixa etária ou fora de seu departamento. Afinal não existe nada melhor do que a ficção e bons enredos para cairmos em total irrealidade e escolhermos a idade que desejarmos ter, o mundo que desejarmos viver ou e que quisermos ser ao ler um livro.

A Culpa é das Estrelas” de John Green é um dos livros mais populares entre os adolescentes no mundo todo (segundo a lista feita pelo site “I Like Marketing”:), mas não se trata de nada “crepuscular”, bem longe disso. Acho que nunca li algo tão romântico que me deixou tão maravilhada, não esperava que quando chegasse a ler algo tão romântico assim a ponto de gostar bastante que fosse ser justamente uma história de amor adolescente.

O livro começa fazendo questão de nos apresentar a apaixonante personagem principal, Hazel Grace, uma garota de 17 anos com um câncer terminal nos pulmões e um senso de humor d-e-l-i-c-i-o-s-o. A jovem depende de um tubo de oxigênio para respirar e consequentemente viver, condição que só tem sido possível devido a um avanço medicinal que permitiu através de um tratamento que Hazel conseguisse mais algum tempo de vida indeterminado. Como consequência de sua condição e das visitas forçadas por sua mãe ao Grupo de Apoio (Terapia de Grupo para jovens com câncer), Hazel conhece o charmoso Augustus Waters e daí em diante sua vida passa por uma reviravolta de acontecimentos que transformam toda a pouca perspectiva de sua provável pouca vida.

É um romance que mais uma vez nos deixa naquela vibe de reflexão pós-leitura, nos despertando sobre a vida e seus acasos, sobre nossas paixões, nossos valores, nos deixando de olhos marejados em diversos pontos e despencando em lágrimas e risos em outros (confesso que cheguei a entrar em colapso de choro durante um trecho do livro e só depois de ligar para o meu SAMU particular foi que consegui me recompor).

Independente de idade, nível intelectual ou sexo, a leitura é válida para qualquer um, capaz de impactar tanto quem conhece o amor em sua forma mais genuína como pra quem ainda é leigo no assunto e anseia em viver um amor adolescente. O conjunto de doçura, riqueza cultural e intelectual no livro faz com que nos perguntemos para quê tantas Stephanies Meyers e Norahs Roberts da vida no mundo se temos o tão novo, simpático, promissor e talentosíssimo John Green para nos presentear com leituras de primeiríssima qualidade como “A Culpa é das Estrelas”?

É literalmente um AMOR!

“Não vou falar da nossa história de amor para vocês porque, como todas as histórias de amor de verdade, ela vai morrer com a gente, como deve ser.”

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Sobre Carolina Alves

Feminista, cinéfila, bookaholic, Assistente Social, mestranda em Sociologia, desbravadora insaciável dos estudos de gênero, vive dando sua opinião não-requisitada sobre música, tv, cinema, política, literatura, vida alheia e futilidades acaloradas via twitter. @fuckyeahcarol
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