Na Estrada (On The Road) [2012] EUA, Walter Salles

Baseado em um livro wannabe cult de Jack Kerouac, “Na Estrada” conta a história de um jovem escritor Sal Paradise (Sam Riley) que passa a ter uma vida agitada quando Dean Moriarty (Garrett Hedlund), aquele personagem clichê que ahaza todos os corações, aparece em seu caminho acompanhado de sua esposa de 16 anos, Marylou (Kristen Stewart). Entediados com a vida de conformação, os jovens resolvem pegar a estrada e sair pelos Estados Unidos em busca de alguma coisa que os preencha ou simplesmente de nada. Curioso que o filme se passa em meados do fim da 2aGM e a geração de jovens no filme é totalmente diferente da que a gente tá acostumada a ver sobre aquela época.

Ok, aparentemente é mais uma história de babacas inconsequentes, se não fosse o talentoso Walter Salles e sua técnica única de aprimorar e dar sensibilidade ao comum, se o objetivo do filme é impactar, acho que ele conseguiu. Não fui exatamente fisgada pela história, não me senti parte, esperei isso no filme mas nem me identifiquei com os personagens e não tive vontade de experimentar os estilos de vida, mas tenho certeza que o filme vai pegar muita gente que paga de absurda e curiosa por aí.

Também tem mérito a fotografia do Eric Gautier (também responsável pela fotografia mais bela de todos os tempos, do lindo “Into The Wild”, 2007) que me deu uma sede de liberdade e de ambientes estonteantes, são os lugares por onde passam os jovens durante sua jornada sem rumo.

Achei o elenco bem adulto para trama mas ficou convincente, o fofo Sam Riley é ótimo, não o conhecia, o Garrett não tem mais cara de menininho aliciado pela Lindsay Lohan, não entendi a Amy Adams, adorei a Kisten Dunst de mãe de família intelectual fracassada, ponto para a bichinha apaixonada do Tom Sturridge e a participação inusitada da Elisabeth Moss e da atriz brasileira Alice Braga. A Kristen Stewart que era pra se encaixar mais, continuou como a coadjuvante de sempre, mesmo dando mais que chuchu na serra durante o filme todo, ela é só a terceira pessoa depois de ninguém, parece que nem fazendo o teste do sofá a gata consegue se destacar.

Pelo visto, tirei a semana pra ver filmes com a temática amizade, sem querer, mas esse abordou de forma diferente, muitas vezes confundimos azamizade, talvez muitas pessoas só estão de passagem em nossas vidas, assim como os personagens estavam de passagem pelos lugares por onde andaram, acho que cabe a cada um de nós tirar proveito até das coisas angustiantes e passageiras e depois MOVE ON, é essa minha lição ‘errada’ sobre o filme.

Anúncios

Sobre Carolina Alves

Feminista, cinéfila, bookaholic, Assistente Social, mestranda em Sociologia, desbravadora insaciável dos estudos de gênero, vive dando sua opinião não-requisitada sobre música, tv, cinema, política, literatura, vida alheia e futilidades acaloradas via twitter. @fuckyeahcarol
Esse post foi publicado em Uncategorized. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s