Uma nova era para bandas velhas

Geralmente, bandas que tiram longas férias acabam perdendo sua credibilidade ao produzir novo material, ou as expectativas sobre se o que está por vir é realmente bom. Isso cabe principalmente a crítica, os donos da frase “nasci na época errada”. Parei pra pensar e demorei pra citar alguma banda que tirou um tempo e depois voltou explodindo em sucesso e aceitação e acho que só mesmo o Red Hot Chilli Perpers com Californication em 2000. Enfim, isso não é o que habitualmente acontece, além do esquecimento, essas bandas perdem o público massivo, continuam os fãs, mas o cenário musical muda. Isso é o esperado, mas nem sempre é o que acontece, tendo como exemplo, a base de fãs do “No Doubt” que vem recebendo muito bem o novo trabalho do grupo “Push and Shove”, lançado no mês de setembro desse ano, não chega a ser um sucesso extraordinário, mas vem arrancando suspiros a cada novo single e performance. Prometido corajosamente pelo quarteto como “o melhor álbum de nossas vidas”, o álbum lançado depois de mais de uma década de hiatus, me impressionou pela despretensão. Ao ouvir logo senti a evolução, o No Doubt é uma banda que mutila, constrói e desconstrói sua fórmula, só dar uma ouvida em todos os álbuns e você percebe que eles se inovam muito, praticamente criam algo novo e a gente engole sem fazer muito barulho, porque é o No Doubt! Tá aí novo clipe quentinho e mostrando a boa forma da banda.

Já com The Killers, o que vem acontecendo é o contrário, tenho acompanhado a não aprovação do novo álbum “Battle Born” pelos fãs da banda e com os leigos eu noto um romance com o disco. É normal que o nível de exigência dos fãs seja maior e sinto que o que todos (exceto os leigos) vêm esperando do The Killers há muito tempo é algo mais parecido ou no mesmo nível de qualidade dos dois primeiros trabalhos, o de estréia “Hot Fuss” e o “Sam’s Town”, ambos que consagraram a banda. Desde 2008 carregamos (me incluo junto aos fãs) essa inquietação em relação ao que o The Killers vem fazendo, Batlle Born de fato não impressiona, letras pretenciosas, sintetizadores redudantes, tudo o que já foi feito com o álbum de 2008 “Day & Age”. Não que esperávamos muito, era prevenível o desempenho medíocre, mas se já esperamos pouco e nos decepcionamos, é de se imaginar o quão duvidoso possa estar o futuro da banda, agora é só sentar, relaxar e aproveitar que é o que tem pra hoje. E saiu ainda agora o tour vídeo preguiçoso de Miss Atomic Bomb, uma das mais ouvíveis dessa era.

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Sobre Carolina Alves

Feminista, cinéfila, bookaholic, Assistente Social, mestranda em Sociologia, desbravadora insaciável dos estudos de gênero, vive dando sua opinião não-requisitada sobre música, tv, cinema, política, literatura, vida alheia e futilidades acaloradas via twitter. @fuckyeahcarol
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