Lana Del Rey – Born To Die “Paradise Edition”

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Música inédita da Lana Del Rey deixou de ser novidade há algum tempo, acabamos todos mal acostumados com a cota mensal de músicas que supostamente vazaram durante todo o ano de 2012, o que pra mim não é vazamento coisíssima nenhuma e sim, só mais um dos artifícios da enorme estratégia que levaram a moça a conseguir o status que tem hoje. Enfim, não me recordo de ter ouvido tantas músicas ruins dela (a grande maioria é de fato ótima) desde o vazamento de ontem do Born To Die Paradise Edition. Na verdade, o que vazaram são demos do futuro produto, mas já me sinto no direito de opinar sobre, pois percebo que ela valoriza muito da demo pra faixa original e a diferença é pouca. Das 09 (nove) inéditas, já tínhamos nos deliciado com Ride, Blue Velvet, Body Electric e uma faixa que já conhecia desde o estouro do viral do ano passado, “Yayo”. Até aí todas as faixas no nível Lana de ser, “Ride” e sua influência “November Rain” é um trunfo pra quem tá aproveitando tudo o que ela tá fazendo, me faz pensar se estaria eu vivendo em épocas passadas, o clipe digníssimo cheio de referências à cultura norte-americana, mostra todo piriguetismo de Lana (agora morena rox) vivendo a vida loucamente na companhia de motoqueiros fedorentos, relatando como deixou de ser uma cantora who de cabarés para tomar um rumo sem limites, o clipe acompanha aquele monólogo longo e poético sobre como é bom ser uma puta louca nos desertos alá “paraísos artificiais” e apesar de tudo eu gostei, adoro como ela fabrica e molda sua própria imagem sem cair no pieguismo, sem se levar a sério, ainda não tá “toda se querendo”. Enfim, voltemos ao álbum e “America” é a faixa mais do mesmo, mostrando sua tara pelos EUA. “Cola” foi uma que me decepcionou muito, apenas gemidos e gemidos com um beat abafado no fundo, não chamaria isso de música, “Body Eletric” e continuam os gemidos seguidos de graves irritantes e um instrumental fadado, os leigos diriam “todas as músicas dela são iguais”, a faixa “Blue Velvet” é a melhor, na mesma sintonia de “Ride”, dá pra notar o quão Lana é influenciada por cantores blues americanos do passado, Nina Simone, Skeeter Davis, Nat King Cole, acho até que Patsy Cline. Em seguida, “God & Monsters” que apesar dos bons vocais conta com um instrumental porquíssimo, next, “Yayo” que parece mostrar o pouco do que Lizzy Grant costumava ser e eu vou ter que ficar de 4 pra essa música porque dela eu gosto. Daí “Bel Air” que é chata e dá sono e por fim “Burning Desire” que estampa o quanto o nível desceu e o quanto a Lana vem pecando ao utilizar do mesmo, de exagerar nos gemidos, sussurros e do instrumental sem nada a oferecer, talvez seja muito cedo pra dizer, mas parece contornada sua falta de versatilidade, quem sabe foi ela que se arriscou com o relançamento do álbum com faixas inéditas, mais cedo ou mais tarde isso vai ser cobrado, já tivemos nossa parcela de “Born To Die” esse ano (e como tivemos). Btw, isso é uma questão de tempo, o que está por trás do jogo de cintura que produz nossa Lana Del Rey é muito maior e a gata é esperta, ela vai saber o que fazer e mesmo não sabendo, em menos de um ano já deu pra construir uma prerrogativa, sem falar na enorme quantidade de supostos fãs que ela já encaminhou, lembrada nem que por 1 único ano, ela já será.

Nota: 5,5

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Sobre Carolina Alves

Feminista, cinéfila, bookaholic, Assistente Social, mestranda em Sociologia, desbravadora insaciável dos estudos de gênero, vive dando sua opinião não-requisitada sobre música, tv, cinema, política, literatura, vida alheia e futilidades acaloradas via twitter. @fuckyeahcarol
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